quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

Recibos mostram pagamentos extras da Camargo Corrêa a Márcio Thomaz Bastos após decisões judiciais

Por Claudio Dantas

Entre os documentos apreendidos pela Polícia Federal na Operação Appius, como revelou O Antagonista, estão também recibos de pagamentos de honorários ao escritório de Márcio Thomaz Bastos.

Desde que firmou o primeiro contrato com a Camargo Corrêa em março de 2009, foram vários os repasses. O que mais chamou a atenção dos investigadores, porém, foram dois valores mais altos liberados logo após as decisões judiciais que enterraram a Operação Castelo de Areia.

Um dos pagamentos, no valor de R$ 5 milhões, foi feito em 19 de janeiro de 2010, cinco dias depois da liminar do então presidente do STJ, Cezar Asfor Rocha, que suspendeu as investigações.

O montante teria sido parcelado em cinco repasses mensais, conforme planilha apreendida.

O outro pagamento, feito integralmente no valor de R$ 5,5 milhões, foi acertado em 16 de junho de 2011, cerca de dois meses depois da decisão da 6ª Turma do STJ, que colocou uma pá de cal na operação ao anular todas as provas obtidas a partir da quebra do sigilo telefônico dos investigados.

A decisão foi tomada por três votos a um. Os desembargadores convocados Celso Limongi e Haroldo Rodrigues seguiram entendimento da relatora do caso, ministra Maria Thereza de Assis Moura. O único a se opor foi Og Fernandes.

A Operação Appius apura, com base na delação de Antonio Palocci, suspeita de venda de decisões judiciais que anularam a Operação Castelo de Areia.

O Antagonista

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