sábado, 9 de novembro de 2019

Lideranças de esquerda da América Latina comemoram liberdade de Lula

Ex-presidente do Uruguai José Mujica citou "dia de festa para o Brasil" e Havana classificou prisão como "injusta"

Esquerda da América Latina celebrou liberdade de Lula nesta sexta-feira

Esquerda da América Latina celebrou liberdade de Lula nesta sexta-feira | Foto: STR / AFP / CP

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Líderes da esquerda nas Américas comemoraram nesta sexta-feira a soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deixou o cárcere após um ano e meio de prisão na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba. O ex-presidente uruguaio José Mujica, eleito senador pela governista Frente Ampla, disse ao telejornal Subrayado, do Canal 10, de Buenos Aires, que este "é um dia de festa para o Brasil" e anunciou que "é muito possível que vá ver Lula" depois do segundo turno das eleições presidenciais em seu país, no próximo 24 de novembro.

Em Havana, o ministério das Relações Exteriores celebrou a libertação de Lula, após "580 dias de injusta prisão". "O povo de Cuba celebra a liberdade de Lula, após 580 dias de injusta prisão. #LulaLivre", tuitou a chancelaria cubana, enquanto o jornal oficial Granma destacou que, ao deixar a prisão, o líder histórico da esquerda "agradeceu a todas as pessoas que lutaram por sua liberdade".

O chanceler cubano, Bruno Rodríguez, comentou que a soltura do ex-presidente "é um avanço, mas a luta por sua libertação deverá continuar até que se faça justiça". "Lula é inocente, vítima de uma feroz perseguição política", acrescentou Rodríguez no Twitter. Mais cedo, o pré-candidato democrata à Casa Branca Bernie Sanders celebrou a notícia, lembrando no Twitter que durante sua Presidência, Lula "fez mais que ninguém para reduzir a pobreza e defender os trabalhadores".

O peronista de centro-esquerda Alberto Fernández, presidente eleito da Argentina, também interpretou a prisão de Lula como uma perseguição e destacou a fortaleza do ex-presidente. "É comovente a força de Lula para enfrentar esta perseguição (essa é a única definição que cabe ao processo judicial arbitrário ao qual foi submetido). Sua integridade demonstra não apenas o compromisso, mas a imensidão desse homem. Viva Lula livre", escreveu Fernández em sua conta no Twitter.

Fernández assumirá a presidência em 10 de dezembro, e o presidente Jair Bolsonaro já anunciou que não irá à cerimônia de posse. Companheira de chapa de Fernández, a ex-presidente Cristina Kirchner também comemorou a soltura de Lula. "Acaba hoje uma das maiores aberrações do 'Lawfare' na América Latina: a privação ilegítima da liberdade do ex-Presidente da República Federativa do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva. #LulaLivre", escreveu Kirchner no Twitter.

De Buenos Aires, onde participa de uma conferência do Grupo de Puebla, a ex-presidente Dilma Rousseff, tuitou: "Nós não vamos parar aqui. Queremos que sua inocência seja reconhecida". Em Caracas, o presidente Nicolás Maduro também comemorou a notícia da libertação de Lula - um aliado-chave de seu falecido antecessor e mentor, Hugo Chávez - com um pronunciamento em rede nacional. "O povo venezuelano está feliz e saúda a liberdade do irmão Lula. Viva o Brasil!, Viva Lula!, Viva a união da nossa América!", declarou Maduro em discurso transmitido pelo sistema de rádio e televisão, com a exibição de imagens da soltura de Lula em Curitiba.

Embora o governo equatoriano de Lenín Moreno não tenha se manifestado, seu ex-aliado, o ex-presidente Rafael Correa escreveu que Lula é "exemplo e inspiração para todos nós". "Os dias dos traidores estão contados. Até a vitória sempre!", emendou Correa. O ex-chanceler Ricardo Patiño, auto-exilado no México e foragido da Justiça equatoriana, que o acusa de incitar a rebelião que sacudiu o país recentemente, publicou: "saudamos a libertação de Lula, líder indiscutível do Brasil e da América Latina.


AFP e Correio do Povo

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