segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Test drive: saiba como é o minicarro elétrico que circulará em Brasília

Apenas para servidores do GDF

Instalação de 35 eletropostos

Reduz gastos com combustível

Carro elétrico desenvolvido pela ABDI e pelo Parque tecnológico de Itaipu que será usado pelo GDF como veículo compartilhado pelos servidores.Foto: Sérgio Lima/Poder360 - 18.jun.2019

MARLLA SABINO e MAHILA AMES DE LARA
07.out.2019 (segunda-feira) - 7h22
atualizado: 07.out.2019 (segunda-feira) - 9h37

Ainda que a passos lentos, os carros elétricos têm se tornado uma opção de transporte mais comum no Brasil. O governo do Distrito Federal passará a contar com 16 Twizy para uso compartilhado, como já se faz com bicicletas e patinetes. A novidade, neste 1º momento, será restrita para uso de servidores públicos.

É raro topar com 1 Twizy. Fabricado pela Renault, o modelo é comercializado na Europa e custa cerca de € 8.000 (R$ 35.000). O minicarro, que tem 2,33 m de comprimento e 1,23 m de largura, possui duas portas e lugar para dois passageiros.

Para saber como funciona, o Poder360 fez 1 test drive no modelo que circulará pelas ruas da capital:

Apesar do tamanho, o minicarro tem porta-luvas, freio ABS, air bag e senso de ré. O modelo, no entanto, não possui ar-condicionado e vidros nas janelas –em caso de chuva, é necessário encaixar 1 acrílico para não se molhar. Como em outros modelos elétricos, atinge velocidade rapidamente. O veículo elétrico atinge até 80 Km/h e a bateria tem autonomia para 100 Km.

O desbloqueio do carro acontecerá com o crachá do servidor por meio de 1 aplicativo, assim como os que estão disponíveis para bicicletas. Diferente de 1 carro tradicional, o minicarro não fecha com chave, é acionado direto na ignição.

O carro possui duas portas, que abrem para cima, e lugar para dois passageiros

Os 16 carros serão cedidos ao governo do DF em forma de comodato – contrato com cláusulas sobre operação e manutenção. O projeto é uma parceria entre o GDF, a ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial) e o Parque Tecnológico de Itaipu. Os investimentos da agência nos carros e pontos de recarga somam R$ 2,3 milhões.

Segundo o secretário de Ciência e Tecnologia do GDF, Gilvan Máximo, 12 veículos serão entregues nesta 2ª (7.out.2019) no lançamento do programa “Vem DF”. Dois deles já possuem o software para fazer o transporte de servidores. Os outros serão adaptados nos próximos meses.

“Os outros 4 carros devem chegar até novembro. Será o 1º programa compartilhado voltado para uso do governo. Nossa maior preocupação é com é a questão do meio ambiente, pois sabemos que o carro elétrico não polui”, disse.

Além da questão ambiental, a coordenadora de Difusão Tecnológica da ADBI, Talita Daher, ressalta o possível impacto nos cofres públicos. Por ano, o GDF desembolsa R$ 16 milhões para manter e abastecer os 1.927 veículos movidos a gasolina ou etanol. Segundo ela, será possível reduzir em 50% dos gastos.

LIGADOS NA TOMADA

Como qualquer outro equipamento movido a eletricidade, os carros são ligados em tomadas. Demora cerca de uma hora para completar a bateria do Twizy. Mas achar 1 eletroposto em Brasília pode ser 1 desafio. Pelo aplicativo “plugshare” –que lista pontos de recarga em diferentes países– existem 200 no Brasil.

Para que o projeto funcione, o GDF planeja espalhar 35 pontos de recarga pela cidade. Os eletropostos serão gratuitos e de uso coletivo, ou seja, poderão ser utilizados por qualquer carro elétrico, de qualquer montadora.

O projeto começará com apenas 3  instalados: 1 no Palácio do Buriti, sede do governo distrital, e outros 2 na sede da ABDI. A expectativa, segundo o secretário do GDF, é que todos estejam funcionando até novembro. A compra, segundo ele, esbarra na falta de disponibilidade do equipamento no mercado.

Autores

MARLLA SABINO

REPÓRTER

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MAHILA AMES DE LARA

ASSISTENTE DE REDAÇÃO

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Poder 360

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