domingo, 27 de outubro de 2019

Piñera pede cargos de ministros e sugere fim do estado de emergência

Um dos ministros mais questionados pela opinião pública é o do Interior e da Segurança Pública, Andrés Chadwick

Sebastián Piñera pede renúncia de todos seus ministros após manifestação gigantesca em Santiago

Sebastián Piñera pede renúncia de todos seus ministros após manifestação gigantesca em Santiago | Foto: Pedro Lopez / AFP / CP

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O presidente chileno, Sebastián Piñera, anunciou neste sábado que pediu para seus ministros colocarem os cargos à disposição para reformular o gabinete e enfrentar as novas demandas surgidas na pior crise social que o país viveu desde o retorno à democracia, em 1990. Após a marcha histórica dessa sexta-feira, que, apenas em Santiago, reuniu mais de um milhão de pessoas de diversas orientações políticas e classes sociais, Piñera garantiu ter entendido a mensagem.

"Estamos em uma nova realidade. O Chile é diferente do que tínhamos há uma semana", disse o mandatário. "Pedi para todos os ministros colocarem seus cargos à disposição para poder estruturar um novo gabinete para poder enfrentar essas novas demandas", disse Piñera em uma mensagem à nação do palácio de La Moneda.

Um dos ministros mais questionados pela opinião pública é Andrés Chadwick, à frente da pasta do Interior e da Segurança Pública, primo do mandatário. Piñera também anunciou que pretende encerrar o estado de emergência a partir deste domingo, depois de uma semana de fortes protestos iniciados pelo aumento do preço do metrô e estendido para outras demandas sociais, que incluem uma mudança no criticado sistema de previdência privada, criado durante a ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990).

"Se as circunstâncias permitirem, minha intenção é levantar todos os estados de emergência a partir das 24 horas do próximo domingo, de forma a contribuir para essa normalização que os chilenos tanto querem e merecem", afirmou.

Pouco antes, as Forças Armadas, que patrulham Santiago há uma semana semana, anunciaram a suspensão dos toques de recolher - em vigor há sete dias na capital chilena.

Em meio ao caos pelos ataques ao metrô e os saques, o ministro chileno da Economia, Juan Andrés Fontaine, precisou se desculpar nessa quinta por declarações polêmicas que tinha feito sobre o aumento do preço do metrô. Em 8 de outubro, quando foi anunciada a alta da tarifa de metrô nos horários de pico, Fontaine afirmou: "Quem madrugar será ajudado, assim, quem sair mais cedo e pegar do metrô às sete da manhã tem a possibilidade de uma tarifa mais baixa que a de hoje".

Diante dos fortes protestos, Piñera prometeu no meio da semana um conjunto de medidas para tentar conter a insatisfação social, entre elas um aumento de 20% das aposentadorias mais baixas - que muitos consideraram insuficiente. Em junho passado, Piñera remodelou seu gabinete com mudanças em seis pastas, entre elas a Chancelaria, pela segunda vez em 15 meses, abalado pela queda de sua popularidade debido à deterioração das expectativas econômicas e à percepção negativa dos chilenos sobre seu governo.


AFP e Correio do Povo


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