domingo, 6 de outubro de 2019

Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo inicia nesta segunda

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta afirma que muitos casos não receberam a segunda dose da vacina. (Foto: Campanato/Agência Brasil)

5 de outubro de 2019 Capa – Caderno 1, Capa – Destaques, Geral, Saúde

O Ministério da Saúde inicia, na próxima segunda-feira (07), a Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo. Em parceria com os governos estaduais, distrital e municipais, na primeira estapa, que vai até o dia 25 de outubro, o público-alvo serão as crianças com idade entre 6 meses e 4 anos e 29 dias. A segunda fase, de 18 a 30 de novembro, será para a população com idade entre 20 e 29 anos.

O ministro titular da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou que a prioridade para este grupo é porque, como provavelmente não receberam a segunda dose da vacina, seus filhos acabam apresentando um sistema imunológico mais vulnerável à doença. Além dos dois períodos, a campanha também destaca o dia 19 de outubro como o Dia D, para mobilização nacional.

Levantamento do governo federal mostra que, até o dia 28 de agosto, 5.404 casos de sarampo foram confirmados em todo o país. Também houve o registro de seis óbitos, sendo quatro deles de pacientes menores de 1 ano. A unidade com maior casos é São Paulo (15,11 a cada 100 mil habitantes), que concentra 97% dos casos e é seguida por Bahia (6,64) e Sergipe (5,86). Apesar de índice de 0,21, o Pará preocupa, devido à sua cobertura vacinal, que é, atualmente, de 76%. O Amapá apresenta a segunda cobertura mais baixa, de 77%, perdendo para a Bahia, com 80%, e o Maranhão e o Piauí, ambos com 83%.

Foram adquiridos, para este ano, 60,2 milhões de doses da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Para o ano que vem, a encomenda foi de 65,4 milhões de doses. Em 2020, o ministério dará continuidade à campanha. A imunização será dividida em três fases e incluirá pessoas com idade de 50 a 59 anos. Ao todo, estima-se que a vacinação atinja 39 milhões de brasileiros, que equivalem a 20% da população.

“Nós sabemos que as crianças de 6 meses a 1 ano de idade são as que respondem clinicamente pior ao sarampo. Acabam desenvolvendo um quadro de pneumonia muito grave, e os óbitos acabam tendo uma prevalência maior nessa faixa etária. Então, o clássico é vacinar aos 12 meses e aos 15 meses. Quem fez isso com seus filhos abaixo de 5 anos fez o correto, a criança está coberta e não há necessidade de aplicar mais uma dose. Aqueles que só deram uma dose aos 12 meses e não deram a segunda devem ir agora para fazer a segunda dose, porque uma dose só não dá sistema imunológico competente para enfrentar um surto de sarampo”, destaca o ministro.


O Sul

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