sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Estado e Prefeitura assinam acordo que busca integrar transporte coletivo

Protocolo de intenção foi assinado no Palácio Piratini na tarde desta quinta-feira

Por Felipe Samuel

Pacto foi assinado no Piratini na tarde desta quinta-feira

Pacto foi assinado no Piratini na tarde desta quinta-feira | Foto: Gustavo Mansur / Palácio Piratini

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Representantes do governo do estado e da prefeitura assinaram no Palácio Piratini o protocolo de intenção para integração do sistema de transporte coletivo de Porto Alegre e da Região Metropolitana. O acordo prevê a criação de um grupo de trabalho que vai avaliar os principais problemas de mobilidade urbana que afetam os serviços de transporte. Para isso, será realizado um estudo que vai apontar, entre outras coisas, os problemas de infraestrutura e logística.

O superintendente da Metroplan, Rodrigo Schnitzer, explica que em 45 dias deve haver avanço no acordo de cooperação técnica e a formalização de um plano de trabalho para discutir prazos e outras questões que envolvem desenvolvimento. "Esse documento formaliza o início desse trabalho conjunto com estado e município. A interação é um elemento fundamental para avançar na qualificação do transporte em Porto Alegre e na Região Metropolitana e representa um avanço importantíssimo para licitar o transporte da RM", observa.

Além de avaliar elementos técnicos que identifiquem as possibilidades viáveis no que diz respeito à integração, frisa que o prazo para apresentar o estudo se encerra em dezembro. Uma série de levantamentos devem ser efetuados nos próximos dias nos locais com maior movimento de usuários do transporte público. Apesar de evitar colocar prazo para a integração do sistema de transporte público, Schnitzer reforça que a ideia é promover testes antes da implementação do sistema integrado. "Se houver condições técnicas de implementar projeto-piloto, conforme a conveniência, vamos testar", observa.

O secretário extraordinário de Mobilidade Urbana de Porto Alegre, Rodrigo Tortoriello afirma que o objetivo é a 'racionalização do transporte público'. "Existem superposições de linha e ineficiência do sistema quando se trata de várias linhas chegando ao mesmo local e passando pelo mesmo eixo", alerta. Ele reconhece que o transporte passa por uma crise no país. "Precisamos de um sistema competitivo e eficiente para que o cidadão volta a ser cliente. Não podemos chamá-lo de passageiro ou usuário, ele tem que ser chamado de cliente", completa.


Correio do Povo

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