quinta-feira, 4 de abril de 2019

“Ele não tem que fazer perguntas para o Parlamento” | Clic Noticias



Por Diego Amorim
O Antagonista enviou a deputados da oposição que compõem a CCJ as perguntas feitas ontem por Paulo Guedes e que, na confusão, acabaram ficando sem respostas.
Por exemplo: Por que não botaram imposto sobre dividendos, não cortaram dividendos? Por que deram benefícios para bilionários? Por que deram dinheiro para a JBS? Por que deram dinheiro para o BNDES? Vocês têm medo de cortar a aposentadoria dos militares?
O petista Henrique Fontana quis conversar com o site. O deputado, que foi líder nos governos de Lula e Dilma Rousseff, avaliou que o ministro da Economia “fez divagações de caráter genérico” e disse esperar que “ele volte pelo menos na comissão especial”.
Sobre a pergunta feita por Guedes em relação à aposentadoria dos militares, Fontana comentou:
“Não concordo com o texto das militares. O ministro fez uma provocação extremamente irresponsável. Ele deveria ter dito qual a opinião do governo sobre os militares. Ele estava lá para defender a posição do governo que ele representa. Eu posso responder qualquer pergunta que ele fizer para mim. Mas ele tem que responder as perguntas sobre as propostas. Ele não tem que fazer perguntas para o Parlamento, ele tem que explicar por que defendeu aquela proposta.”
Sobre as demais perguntas do ministro, o parlamentar afirmou que, no governo do PT, em 2012, o Congresso aprovou, na avaliação dele, “a reforma mais estrutural das últimas décadas para o regimento de Previdência para servidores”, sem o voto do então deputado Jair Bolsonaro. Ele também disse que o governo petista tentou aprovar o imposto sobre lucros e dividendos, mas “a direita e a centro-direita negaram essa possibilidade”.
Fontana terminou a conversa acusando o ministro, vejam só, de “brincar de dividir o Brasil”.
“Ele tem que aprender a ter um convívio de urbanidade, ele não é dono do Brasil. Ele não está falando com os empregados dele.”
Ao perceber a besteira que falou, o deputado se corrigiu a tempo: “Nem com os empregados ele deveria falar assim”.
O Antagonista

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