sábado, 13 de abril de 2019

Ditador comunista da Coreia do Norte é reeleito pelo Parlamento | Clic Noticias

Assistentes de Kim indicam que líder norte-coreano poderá assumir posição recentemente criada
Kim foi eleito para o posto pela primeira vez em 2016
Kim foi eleito para o posto pela primeira vez em 2016 | Foto: KCNA VIA KNS / AFP / CP Memória
* Com informações da NHK
O Parlamento da Coreia do Norte reelegeu Kim Jong-un como o presidente do mais alto órgão governamental do país. A Coreia do Norte convocou a Assembleia Suprema do Povo nessa quinta-feira, após a eleição de seus membros que ocorreu no mês passado. A imprensa estatal norte-coreana informa que o Parlamento reelegeu Kim Jong-un para o cargo mais alto na Comissão de Assuntos de Estado. Kim foi eleito para o posto pela primeira vez em 2016.
Entretanto, ele não estava na lista de representantes recém-eleitos para a assembleia, o que levou analistas a especularem que Kim deve assumir uma nova posição recentemente criada. Um dos assistentes mais próximos a Kim, Choe Ryong Hae, foi nomeado presidente do comitê administrativo da Assembleia Suprema do Povo – o novo chefe de Estado cerimonial. O posto era ocupado por décadas por Kim Yong Nam, agora com 91 anos de idade.
Agência Brasil e Correio do Povo
A VOLTA DA PRAGA DO INTERVENCIONISMO
XVIII- 126/18 – 12.04.2019
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CANTO DA SEREIA
Entra governo e sai governo e, lamentavelmente, o nosso empobrecido Brasil não consegue se livrar das práticas INTERVENCIONISTAS. Vejam que até os governantes que se declaram abertos às ideias liberais ficam desnorteados quando ouvem o velho CANTO DA SEREIA INTERVENCIONISTA.
FEBRE
Ontem, ao tomar conhecimento de que a direção da Petrobrás foi -aconselhada-, pelo presidente Bolsonaro, a desistir do reajuste do preço do diesel, percebi o quanto é forte o vírus que transmite a PRAGA DO INTERVENCIONISMO, cujo efeito, mais do que sabido, é a destruição da confiança e a fuga de investimentos.

NOITE DE PAULO GUEDES
Inicialmente fiquei imaginando que se tratava de mais uma -Fake News-. Entretanto, como não houve qualquer desmentido, e os preços do diesel também não foram alterados, aí caí na real. Uma vez confirmada a catástrofe fiquei imaginando como seria a noite do liberal ministro da Economia, Paulo Guedes.

REFINARIAS
Observem que esta péssima decisão chega no exato momento em que o governo discute a venda de boa parte das 13 REFINARIAS DA PETROBRÁS. Ora, se o governo INTERVÉM no preço dos produtos que hoje são refinados apenas pela Petrobrás, certamente seguirá adotando a mesma prática, independente de quem, no futuro, pretenda refinar petróleo.
INDEPENDÊNCIA DA PETROBRÁS
O que mais lamento é que o governo, ao não mostrar a mínima disposição para PRIVATIZAR a Petrobrás, não proponha a sua INDEPENDÊNCIA, como fez, ontem, com o Banco Central. Ao menos, a estatal ficaria livre de INTERVENÇÕES governamentais, que além de prejudicar os acionistas, desorganizam brutalmente os preços relativos.
A DESCONFIANÇA MORA AO LADO
O fato de reprovar qualquer tipo de INTERVENCIONISMO, vale registrar, nada tem a ver com as boas e corretas medidas que o governo vem tomando e que precisam ser aprovadas o quanto antes. Entretanto, o que acontece a partir de agora é que a velha desconfiança, que havia mudado de endereço, voltou a morar ao meu lado.
ESPAÇO PENSAR+
Eis o texto do professor Francisco Ferraz, publicado no Estadão de hoje:
Quem acompanha a política diariamente deve estar surpreso com a polêmica que se instalou entre o presidente da Câmara e o presidente da República. Com a viagem de Jair Bolsonaro a Israel e os contatos de Rodrigo Maia com ministros do governo, parece haver indícios de uma trégua.
No essencial, a discussão resumia-se à aprovação do projeto de lei sobre a Previdência, cuja reforma Bolsonaro se comprometera a fazer e foi entregue à Câmara para deliberação e votação. O problema surgiu porque o presidente da Casa estranhou e questionou o fato de que o chefe do Executivo não estaria “articulando” a aprovação do projeto entre os deputados.
Este é o ponto central da controvérsia: a falta de “articulação” política do governo com os parlamentares. A insistência do presidente da Câmara nela pareceu estranha, inusitada, descabida como matéria política para provocar tal discordância.
A quem interessaria a articulação para aprovação? Ao presidente Bolsonaro, que propôs o projeto. Estava o presidente legalmente obrigado a fazer a “articulação”? Não. A articulação é um procedimento político. O presidente da Câmara está legalmente proibido de pautar um projeto de lei que não foi “articulado” com os deputados? Não, nada o impede.
Se a lei exige do chefe do Executivo que encaminhe seus projetos ao Legislativo para deliberar e votá-los, Bolsonaro cumpriu sua obrigação; se ao presidente da Câmara, que recebeu o projeto, cumpre encaminhá-lo para decisão, e não o fez porque Bolsonaro não iniciou as “articulações”, então é ele que está errado ao insistir que Bolsonaro faça o que não está legalmente obrigado a fazer.
Ao assim agir, e de modo insistente, ultrapassa a linha que separa o Poder Legislativo do Poder Executivo. Como deputado, pode desejar que o projeto seja aprovado e estar convicto de que para aprová-lo a “articulação” seja necessária; mas como chefe de uma das Casas do Legislativo não é recomendável, é estranho, inusitado e descabido.
Por que, então, não dá início à deliberação? Segundo Maia, não cabe a ele articular a aprovação. Ao usar essa expressão, cometeu um deslize e revelou seu interesse. O deslize foi admitir a hipótese de que, como Bolsonaro não iniciava as articulações, se esperava que sobre ele, Maia, recaísse essa responsabilidade política. Então, Maia denunciou-o à opinião pública por não estar articulando.
Em resposta, Bolsonaro foi enfático ao dizer que até aquele momento cumprira seu compromisso político, agiu como manda a Constituição, fez o que lhe competia: o projeto de reforma da Previdência. Cabia, então, às Casas legislativas fazer o que lhes competia, deliberar e votar o projeto do Executivo.
Maia errou ao declarar que não lhe cabe “articular a aprovação”. Errou porque admitiu que corria esse risco, embora a separação dos Poderes garanta sua imunização. Errou, também, ao evidenciar que se sentia ameaçado pelo comportamento de Bolsonaro, ao elaborar o projeto e não iniciar a “articulação” da sua aprovação.
Sua insistência, contudo, revelava seu interesse político. Se Bolsonaro assumisse pessoalmente as “articulações”, o ônus de uma eventual derrota seria do chefe do governo; sem “articular” pessoalmente, esse ônus recairia em grande medida sobre Maia, já que é o presidente e líder de uma das Casas do Legislativo e suas prévias declarações favoráveis à aprovação não deixavam espaço para recuo em caso de derrota.
Bolsonaro fez a jogada conhecida como xeque ao rei: transferiu a responsabilidade principal pela aprovação ao Legislativo – Maia, os deputados, os partidos e o Senado. Se o Legislativo não aprovar uma medida que é considerada a salvação da economia, Bolsonaro terá feito sua parte e os eleitores que o elegeram, a deles – e Maia, os deputados e os partidos políticos terão de responder perante o eleitorado.
Em apoio a essa interpretação é oportuno lembrar que nada deixou Maia mais revoltado do que a afirmação de Bolsonaro de que não aceitava praticar a velha política da compra de votos, das negociações ilegais e da corrupção. Ao sugerir um parentesco entre “articulações” e velha política, Bolsonaro deixou-o numa situação perigosa. Quanto mais insistir na “articulação”, mais se aproximará da velha política. Se tomar a iniciativa das “articulações”, será visto como um assessor de Bolsonaro.
Bolsonaro, com a declaração de que fizera a sua parte e agora compete à Câmara fazer a dela, mantém-se rigorosamente dentro da lei e deixa para o Legislativo o ônus político de rejeitar o projeto prioritário de seu governo, que tem apoio da opinião pública e foi legitimado na eleição. Aprovado o projeto, Bolsonaro terá obtido uma vitória estratégica: a vitória que facilita outras. Derrotar o projeto não derrota Bolsonaro, derrota o Legislativo, que não respeitou a vontade das urnas. Bolsonaro terá tempo de mandato e recursos políticos para se recuperar.
Se dirigirmos nosso olhar para mirar os recursos à disposição do presidente, percebe-se que o governo, contrário à prática usual, zelosamente economiza os enormes recursos políticos que o Executivo possui num país estatista como o Brasil.
Bolsonaro tem sob controle a caneta das nomeações para muitos milhares de cargos, o talão de cheques das liberações, o sistema bancário da União, as indicações para conselhos e agências, as necessidades dos Estados e municípios, a publicidade do governo, que por certo não ficará limitada às redes sociais, a capilaridades dos órgãos dos ministérios e, last but not least, sua comunicação pessoal com eleitores, além de poder adotar decisões simpáticas e populares para reconquistar e remobilizar aqueles que o apoiam.
Não é, pois, prudente subestimar quem tem grande parte dos meios e recursos políticos que outros presidentes da República também tinham… sem tê-los gasto.
FRASE DO DIA
Subdesenvolvimento não se improvisa: é obra de séculos.
Nelson Rodrigues

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