sábado, 23 de março de 2019

Charles de Gaulle–História virtual | Clic Noticias

Charles de Gaulle
Período
8 de janeiro de 1959
28 de abril de 1969
Primeiro-ministro
Michel Debré (1959–1962)
Georges Pompidou (1962–1968)
Couve de Murville (1968–1969)
Antecessor
René Coty
Período
8 de janeiro de 1959
28 de abril de 1969
Co-Príncipe
Ramon Iglesias i Navarri
Antecessor
René Coty
Ramon Iglesias i Navarri
Sucessor
Georges Pompidou
Ramon Malla Call
Período
1 de junho de 1958
8 de janeiro de 1959
Presidente
René Coty
Antecessor
Pierre Pflimlin
Período
20 de agosto de 1944
20 de janeiro de 1946
Antecessor
Philippe Pétain (Chefe de Estado)
Sucessor
Félix Gouin
Líder da França Livre
Período
18 de junho de 1940
3 de julho de 1944
Dados pessoais
Nome completo
Charles André Joseph Marie de Gaulle
Progenitores
Mãe: Jeanne Maillot
Pai: Henri de Gaulle
Esposa
Yvonne Vendroux (1921–1970)
Partido
Rali do Povo Francês (1947–1955)
Religião
Catolicismo
Serviço militar
Anos de serviço
1912–1944
Condecorações
Legião de Honra
Ordem da Libertação
Ordem Nacional do Mérito
Cruz de Guerra 1914–1918
Cruz de Guerra 1939–1945
Ordem da Estrela Negra
Charles André Joseph Marie de Gaulle (francês: [ʃaʁl də ɡol] (Sobre este somouvir)Lille22 de novembro de 1890 – Colombey-les-Deux-Églises9 de novembro de 1970) foi um generalpolítico e estadista francês que liderou as Forças Francesas Livres durante a Segunda Guerra Mundial. Mais tarde fundou a Quinta República Francesa em 1958 e foi seu primeiro Presidente, de 1959 a 1969.[1]

Índice

Primeiros anos e carreira militar

De Gaulle nasceu na região industrial de Lille, no Flandres francês, sendo o terceiro dos cinco filhos de Henri de Gaulle, um professor de historia e literatura em uma faculdade jesuíta que mais tarde criou sua própria escola.[2] Foi criado em uma família de devotos católicosnacionalistas e tradicionalistas, mas também bastante progressistas.[3]
O pai de de Gaulle, Henri, descendia de uma longa linhagem de aristocratas da Normandia e da Borgonha, enquanto sua mãe, Jeanne Maillot, pertencia a uma família de ricos empresários de Lille.[4]

I Guerra Mundial

Durante a Primeira Guerra Mundial, foi feito prisioneiro, durante a Batalha de Verdun, e esteve no mesmo campo de prisioneiros[5] onde estava o marechal soviético Mikhail Tukhachevsky, que foi executado em 1937 durante o Grande Expurgo. Nos anos 1920 e 1930 de Gaulle destacou-se como um proponente da guerra de blindados e defensor da aviação militar, que ele considerava um meio para romper o impasse da guerra de trincheira.

II Guerra Mundial

Durante a Segunda Guerra Mundial, foi promovido ao posto temporário de brigadeiro, liderando um dos poucos contra-ataques de cargos bem sucedidos, antes da queda da França, em 1940. Em seguida, serviu por pouco tempo ao governo francês, antes do início da hierarquia, e logo refugiou-se na Inglaterra, de onde proferiu um famoso discurso, transmitido pelo rádio, em junho de 1940, no qual exortava o povo francês a resistir à Alemanha Nazista[6] e organizando as forças francesas livres com oficiais franceses exilados no Reino Unido.[7]
Durante a Segunda Guerra Mundial rivalizou com o general Henri Giraud na liderança das forças militares e da Resistência francesa. Ao passo que o general Giraud tinha o apoio de Franklin Delano Roosevelt e dos Estados Unidos, De Gaulle foi preferido pelos sectores de esquerda da Resistência, que preferiam a postura mais antiamericana de De Gaulle, mesmo durante a guerra.
Gradualmente, obteve o controle de todas as colônias francesas – a maioria das quais haviam sido inicialmente controladas pelo regime pró-alemão de Vichy. À época da libertação da França, em 1944, de Gaulle dirigia um governo no exílio – a França Livre – insistindo que a França deveria ser tratada como uma potência independente pelos outros aliados. Após a libertação, tornou-se primeiro-ministro do Governo Provisório Francês, renunciando em 1946 devido a conflitos políticos.[8]

Política

Após a guerra, fundou seu próprio partido político, o RPF. Embora se tivesse retirado da política em 1950, após a derrota do RPF, foi escolhido pela Assembleia Nacional Francesa para voltar ao poder como primeiro-ministro, durante a crise de maio de 1958. De Gaulle liderou a redação de uma nova Constituição, fundando a Quinta República[9] e foi eleito Presidente da França, um cargo que agora detinha um poder muito maior do que na Terceira e Quarta Repúblicas.[10]
Presidência
Como presidente, Charles de Gaulle pôs fim ao caos político que precedeu o seu regresso ao poder. Durante seu governo, promoveu o controle da inflação e instituiu uma nova moeda em janeiro de 1960. Também fomentou o crescimento industrial. Apesar de ter apoiado inicialmente o domínio francês sobre a Argélia, decidiu mais tarde conceder a independência àquele país, encerrando uma guerra cara e impopular. A decisão dividiu a opinião pública francesa, e de Gaulle teve que enfrentar a oposição dos colonos pieds-noirs e dos militares franceses que tinham inicialmente apoiado seu retorno ao poder.
De Gaulle empreendeu o desenvolvimento de armas nucleares francesas e promoveu uma política externa pan-europeia, buscando livrar-se das influências norte-americana e britânica. Retirou a França do comando militar da OTAN – apesar de continuar a ser membro da aliança ocidental – e por duas vezes vetou a entrada do Reino Unido na Comunidade Europeia.
Líderes da França LivreHenri Giraud e Charles de Gaulle, com Franklin Roosevelt e Winston Churchill, durante a Conferência de Casablanca, em 14 de janeiro de 1943.
Viajou frequentemente pela Europa Oriental e por outras partes do mundo e reconheceu a China comunista. Em 1967, durante uma visita oficial ao Canadá, incentivou publicamente o Movimento pela independência de Quebec, o que causou a mais grave crise diplomática entre a França e o Canadá. Seu discurso pronunciado em Montreal, no dia 24 de julho, foi concluído exatamente com o slogan dos separatistas: “Viva o Quebec livre!”, o que foi interpretado pelas autoridades canadenses como apoio do presidente francês ao movimento autonomista.
Charles De Gaulle foi alvo de três atentados confirmados, todos eles falhados. O primeiro ocorreu em Paris, no ano de 1945, por atiradores furtivos alemães. Outro em 8 de Setembro de 1961, organizado por Raoul Salan, uma bomba fabricada com explosivo plástico explodiu perto de seu carro. O último aconteceu em 22 de Agosto de 1962, quando seu carro foi crivado de balas, ficando o vidro traseiro estilhaçado e os pneus estourados, num atentado que mais tarde foi narrado no livro best-seller “O Dia do Chacal”, de Frederick Forsyth. Ainda em 1963, seria desbaratado um complô na Escola Militar para matá-lo.[11][12]
Durante seu mandato, de Gaulle também enfrentou a oposição política dos comunistas e dos socialistas. Apesar de ter sido reeleito presidente em 1965, desta vez por voto popular direto, em maio de 1968 parecia provável que perdesse o poder, em meio a protestos generalizados de estudantes e trabalhadores. No entanto, sobreviveu à crise com uma ampliação da maioria na Assembleia. Pouco depois, em 1969, depois de perder um referendo sobre a reforma do Senado e a regionalização, renunciou.
Charles de Gaulle visita o Brasil, 1964. Arquivo Nacional.

Morte

De Gaulle faleceu em 9 de novembro de 1970, na cidade de Colombey-les-Deux-Églises, vítima de um aneurisma cerebral.[13] Encontra-se sepultado em Colombey-les-Deux-Eglises Parish ChurchyardColombey-les-Deux-ÉglisesChampanha-Ardenas na França.[14]
De Gaulle é considerado como o líder mais influente da história da França moderna. Sua ideologia e seu estilo político – o gaullismo – ainda têm grande influência na vida política francesa atual.

Ver também

Referências

  • «Cinquième République». Assemblée Nationale Française. 2008. Consultado em 2 de novembro de 2008


  • «Charles de Gaulle». Grolier Online. Consultado em 27 de dezembro de 2008


  • «Fondation Charles de Gaulle – La Genèse 1890–1940 : une famille du Nord». Consultado em 10 de setembro de 2009


  • Crawley, Aidan (1969). De Gaulle. London: The Literary Guild. pp. 13–16


  • Max Gallo De Gaulle, tome premier : L’Appel du destin, III, 10.


  • Berthon, Simon (2001). Allies at war. London: Collins. p. 21. ISBN 0007116225


  • «Fondation Charles de Gaulle». Consultado em 10 de setembro de 2009


  • «Fondation Charles de Gaulle». Consultado em 10 de setembro de 2009


  • «Fondation Charles de Gaulle». Consultado em 10 de setembro de 2009


  • «Gen. De Gaulle At Élysée To-Day New President Faces Growing Threat Of Labour Unrest», The Times, 8 de janeiro de 1959


  • «De Gaulle sofreu vários atentados»Jornal Folha de S.Paulo. 15 de julho de 2002. Consultado em 28 de dezembro de 2017


  • Os Atentados contra o Presidente De Gaulle, França, 1945-1961 – O Dia do Chacal. DVD. Editor: Unimundos


  • «Morre, aos 80 anos, Charles de Gaulle»Estadão. Consultado em 7 de março de 2016

    1. Charles de Gaulle (em inglês) no Find a Grave
    Commons
    Commons possui imagens e outros ficheiros sobre Charles de Gaulle
    Wikiquote
    Wikiquote possui citações de ou sobre: Charles de Gaulle
    Precedido por
    Pierre Laval (Primeiro-ministro)
    Philippe Pétain (Chefe de Estado)

    Chefe do Governo Provisório da República da França
    1944 – 1946
    Sucedido por
    Félix Gouin
    Presidente da República Francesa após 1871, exceto 1940–1944 (Chefe de Estado) e 1944–1947 (Presidente do Governo Provisório)
    Governo de Defesa Nacional
    Armoiries république française.svg
    1927–50
    Charles Lindbergh (1927) · Walter Chrysler (1928) · Owen Young (1929) · Mahatma Gandhi (1930) · Pierre Laval (1931) · Franklin Delano Roosevelt (1932) · Hugh Samuel Johnson (1933) · Franklin Delano Roosevelt (1934) · Haile Selassie (1935) · Wallis Simpson (1936) · Chiang Kai-shek / Soong May-ling (1937) · Adolf Hitler (1938) · Josef Stalin (1939) · Winston Churchill (1940) · Franklin Delano Roosevelt (1941) · Josef Stalin (1942) · George Marshall (1943) · Dwight D. Eisenhower (1944) · Harry S. Truman (1945) ·James F. Byrnes (1946) · George Marshall (1947) · Harry S. Truman (1948) · Winston Churchill (1949) · Forças Armadas dos Estados Unidos (1950)
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